Reflexões Bíblicas e Teológicas sobre assuntos concernentes a fé cristã e de nosso cotidiano.
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
sábado, 9 de setembro de 2017
Lições Bíblicas: 4° Trimestre da EBD 2017 – CPAD - A Obra da Salvação
Lições Bíblicas: 4° Trimestre
de 2017 – CPAD
Tema Central: A Obra da
Salvação
Subtítulo: Jesus Cristo é o
caminho, a verdade e a vida.
Neste 4° trimestre de 2017
estudaremos na Escola Dominical na revista de jovens e adultos da editora CPAD
sobre a obra salvífica de Cristo Jesus.
O tema surge em momento importante para
a igreja nos dias atuais. Poderíamos até dizer que em
momento "crítico" para a igreja, onde o sentido central do evangelho, a salvação em Jesus, parece ter dado lugar a temas como conquista, autoafirmação, triunfalismo, tendo este último se tornado bastante comum entre as Assembleias de Deus.
É evidente a necessidade de voltarmos a centralidade da obra salvífica de Jesus Cristo na cruz do calvário e vivermos a cada dia em busca do Reino de Deus para que possamos em breve estar com o Senhor quando este vier buscar sua igreja.
Teremos em mãos, além das
lições da revista, um ótimo material de apoio. O livro “A Obra da Salvação” de
autoria do comentarista da revista, Pastor Claiton Ivan Pommerening, traz uma
abrangente visão sobre obra de Jesus Cristo.
Destaque para as lições 9 e
10, que tratam de assuntos como arrependimento, fé, salvação e justificação que
devem ser propagados entre os não salvos para que estes alcancem a graça da
salvação.
Comentarista e Autor: Pr. Claiton Ivan
Pommerening: Graduado em ciências contábeis, especialização em Teologia e
Bíblia pela Faculdade Luterana, Doutor e Mestre em Teologia pela Faculdade EST.
Ministro do Evangelho servindo na Assembleia de Deus em Joinville (SC).
Sumário
Lição 1 - Uma Promessa de Salvação
Lição 2 - A Salvação na Páscoa
Judaica
Lição 3 - A Salvação e o Advento do
Salvador
Lição 4 - Salvação - O Amor e a
Misericórdia de Deus
Lição 5 - A Obra Salvífica de Jesus
Cristo
Lição 6 - A Abrangência Universal da
Salvação
Lição 7 - A Salvação pela Graça
Lição 8 - Salvação e Livre-Arbítrio
Lição 9 - Arrependimento e Fé para a
Salvação
Lição 10 - O Processo da Salvação
Lição 11 - Adotados por Deus
Lição 12 - Perseverando na Fé
Lição 13 - Glorificados em Cristo
Lição 14 - Vivendo com a Mente de
Cristo
sexta-feira, 21 de julho de 2017
sábado, 14 de janeiro de 2017
Subsídio para Lição Bíblica - O perigo das obras da carne - lição 03
Subsídio elaborado pelo departamento de Escola Dominical da Assembleia de Deus em Recife-PE.
INTRODUÇÃO
Texto: (Lc 6.39-49)
INTRODUÇÃO
Nessa lição teremos a oportunidade de definir alguns termos importantes para compreender melhor o ensinamento paulino sobre as obras da carne, faremos uma rápida descrição dos pecados citados na lista aos gálatas, e por fim, pontuaremos qual deve ser a conduta do verdadeiro cristão para vencer a natureza pecaminosa.
I – DEFININDO ALGUNS TERMOS
1.1 Concupiscência. Do grego “epithumia”, que denota “desejo forte, desordenado” de qualquer tipo seja bom ou ruim, sendo frequentemente especificado por algum adjetivo. A palavra é usada em referência a um desejo bom somente em (Lc 22.15; Fp 1.23; 1 Ts 2.17), em todos os outros lugares têm um sentido negativo referindo-se aos maus desejos que estão prontos para se expressar (Rm 13.14; Gl 5.16,24; Ef 2.3; 2 Pe 2.18; 1 Jo 2.16) (VINE, 2002, p.487 – acréscimo nosso).
1.2 Carne. A palavra grega “sarx”, “carne”, tem vários significados na Bíblia, principalmente nas epístolas. Pode significar fraqueza física (Gl 4.13), o ser humano (Rm 1.3), o pecado (Gl 5. 24), os desejos pecaminosos (Rm 8.8). O contexto quando corretamente interpretado determina o significado da palavra. No texto aos gálatas significa o conjunto de impulsos pecaminosos que dominam o homem natural; também é frequentemente usado para se referir à “natureza pecaminosa” do homem; a “velha natureza”, a inclinação natural para o que desagrada a Deus; herança do pecado que recebemos de nossos pais Adão e Eva (Sl 51.5; Rm 6.6,12, 19; 7.5,18; 2 Co 1.17; Gl 5.13; Ef 2.3; Cl 2.11,18) (GOMES, 2016, p.9). “Por ser derivada de Adão, esta natureza caída é corretamente chamada de natureza adâmica” (CHAFFER, 2003, p.519).
1.3 Corpo. Do grego “soma”, que indica tanto o corpo humano, bem como os corpos dos animais (Tg 3.3; Hb 13.11), e até mesmo, corpos celestiais (1 Co 15.35-44). Sobre o corpo ainda podemos destacar: (a) Jesus ensinou a importância secundária do corpo (Mt 6.25-34); e (b) Paulo fala que o corpo do crente é habitação do Espírito Santo (1 Co 6.19) (NORMAN, 2007, p.734 – acréscimo nosso).
II – AS OBRAS DA CARNE E SEUS RESULTADOS
Paulo diz: “Porque as obras da carne são manifestas […]” (Gl 5.19). A palavra traduzida por “conhecidas”, significa “claro e manifesto”. “A carne propriamente dita, ou seja, a natureza pecaminosa é secreta e invisível; mas as suas obras, as palavras e atos pelos quais se manifesta, são públicos e evidentes” (STOTT, 2007, p.134). Por mais que alguém tente negar a pecaminosidade do homem, as obras da carne é a clara evidência da sua existência. Há várias listas de pecados semelhantes ao que o apóstolo faz referência na epístola aos gálatas (Rm 1.18-32; 1 Co 5.9-11; 6.9; 2 Co 12.20,21; Ef 4.19; 5.3-5; Cl 3.5-9; l Ts 2.3; 4.3-7; l Tm 1.9,10; 6.4,5; 2 Tm 3.2-5; Tt 3.3,9,10). Essa lista, embora extensa, não é exaustiva, uma vez que Paulo conclui dizendo: “[…] e coisas semelhantes a estas” (Gl 5.21). Por uma questão didática, os pecados dessa lista são classificados em algumas áreas, vejamos uma rápida descrição das obras da carne à luz da epístola de Paulo aos gálatas 5.19-21:
2.1 Pecados de ordem moral
Prostituição – a palavra grega usada é “pornéia”, que abrange todo o tipo de impureza sexual. Aqui estão incluídos todo tipo de pornografia, como quadros, filmes, produções pornográficas. Verifique ainda outros textos que apresentam a mesma expressão: (Mt 5.32, 19.9, At 15.20,29, 21.25, 1 Co 5.1).
Impureza – a palavra grega “akatharsia” se refere aos pecados sexuais, atos pecaminosos, vícios e também pensamentos e desejos impuros. Outros textos que usam a mesma expressão são: Efésios 5.3, Colossenses 3.5.
Lascívia – é a palavra grega “aselgeia”, que é a sensualidade. É seguir as próprias paixões a ponto de perder a vergonha. É a porta aberta para uma vida de dissolução completa, controlada totalmente pelas paixões carnais.
2.2 Pecados de ordem religiosa
Idolatria – do grego “eidolatria”, é a adoração a espíritos, pessoas ou ídolos, ou a confiança em pessoas, instituições ou pessoas, atribuindo-lhe força e poder.
Feitiçarias – o termo grego é “pharmakeia”, que envolve a dominação de espíritos, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria. (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).
Heresias – do grego “hairesis”, significa introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus, como em Rm 16.17.
2.3 Pecados de ordem social
Inimizades – a palavra grega “echthra” envolve intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.
Porfias – do grego “eris”, abrange as brigas, oposição, luta por superioridade e pode ser encontrado também em Rm 1.29; 1 Co 1.11; 3.3.
Emulações – no grego “zelos” fala de ressentimento, inveja amargurada do sucesso dos outros. Outros textos: Rm 13.13; 1Co 3.3.
Iras – do grego “thumos” é a palavra grega que significa a ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações extremamente violentas. Cl 3.8.
Pelejas – do grego “eritheia” é a ambição egoísta e a cobiça do poder, que pode ser encontrada também em 2 Co 12.20; Fp 1.16,17.
Dissensões – do grego “dichostasia”, diz respeito aos grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja Deus sempre se preocupou com a unidade do seu povo (1Co 11.19).
Invejas – aqui encontramos o termo “fthonos”, significando a antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos. É a inconformidade pois “ele tem e eu não!”.
Homicídios – o termo grego “phonos” significa matar o próximo por perversidade. A tradução do termo “phonos” na Bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA), está embutida na tradução de “methe”, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.
Bebedices – continuando a ideia anterior, “methe” faz referência ao descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.
Glutonarias – do grego, “komos” diz respeito às diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
III – A CONDUTA CRISTÃ VERSUS AS OBRAS DA CARNE
Embora tendo nascido de novo e regenerados por meio da ação do Espírito Santo (1 Pe 1.23; Tg 1.18), e possuindo uma nova natureza, precisamos entender que há um conflito interior que é comum a todo salvo em Cristo Jesus (Gl 5.17); fomos salvos da condenação do pecado (Rm 8.1) do poder do pecado (Rm 8.2), mas não da presença do pecado (Rm 7.17-20). No entanto, temos recursos suficientes para vencer a inclinação da velha natureza.
| COMO VENCER A CARNE |
| Orando e vigiando (Mt 26.41) | Renunciando a si mesmo (Gn 39.7-12) |
| Tomando toda a armadura de Deus (Ef 6.10-18) | Refugiando-se em Jesus (Hb 2.18) |
| Evitando a ociosidade (2 Sm 11.1; 2 Pe 1.8) | Sujeitando-se a Deus (Tg 4.7a) |
| Evitando tudo que possa levar a tentação (Pv 27.12) | Resistindo ao Diabo (Tg 4.7b) |
| Lendo e meditando na Palavra de Deus (Js 1.7,8) | Sendo controlado pelo Espírito Santo (Gl 16,18,25) |
CONCLUSÃO
Quem anda no Espírito, não necessita satisfazer a concupiscência da carne. Age como um cidadão dos céus e investe no céu (Cl 3.1), não necessitando da lei (Gl 5.16). Carne e espírito são dois extremos existentes em nós, e satisfazer a carne significa egoísmo, satisfazer o espírito é altruísmo (Gl 5.17). Guiar-se pelo Espírito é desfrutar da plena liberdade, é esquecer-se que há lei (Gl 5.18).
REFERÊNCIAS
CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
GOMES, Oziel. As obras da Carne e o Fruto do Espírito Santo. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
STOTT, John. A Mensagem aos Gálatas.
VINE, W.E et al. Dicionário Vine. CPAD.
Fonte: Departamento da EBD da IEADPE
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Como ser feliz
Por Richard
de Haan
Salmo 146
"Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio…" v.5
Todos querem ser felizes, mas muitos falham em sua busca para encontrar este prêmio ilusório porque o procuram no lugar errado.
O livro de Provérbios afirma: “…o que confia no Senhor, esse é
feliz” (16:20). E o Salmo 146:5 indica que aqueles que encontram ajuda e
esperança em Deus conhecem a felicidade.
O fundamento da felicidade é um
relacionamento apropriado com o Senhor. Mas para experimentar completamente
essa felicidade, precisamos construir sobre esse fundamento, de formas
práticas.
Encontrei esta lista de
dez dicas para viver mais contente:
1. Doe algo.
2. Faça uma gentileza.
3. Agradeça sempre.
4. Trabalhe com disposição e vigor.
5. Visite os idosos e aprenda com as experiências deles.
6. Olhe com atenção para o rosto de um bebê e maravilhe-se.
7. Ria com frequência — é o lubrificante da vida.
8. Ore para conhecer o caminho de Deus.
9. Planeje como se você fosse viver para sempre — você viverá.
10. Viva como se hoje fosse seu último dia de vida na Terra.
Essas são excelentes ideias para se ter uma vida feliz. Reforce
cada uma dessas dicas com louvor, e sua felicidade será completa. “Aleluia!
Louva, ó minha alma, ao Senhor.
Louvarei ao Senhor durante a minha vida…”
(Salmo 146:1,2).
Confiar e obedecer ao Senhor traz verdadeira felicidade.
Gênesis 27–28,Mateus 8:18-34
Fonte: Pão Diário
sábado, 7 de janeiro de 2017
Subsídio para Lição Bíblica - Lição 02 - O propósito do Fruto do Espírito
Subsídio elaborado pelo departamento de Escola Dominical da Assembleia de Deus em Recife-PE
Texto: (Mt 7.13-20)
INTRODUÇÃO
Veremos nesta lição a definição da palavra “Fruto do Espírito”; comentaremos a respeito deste fruto do Espírito no caráter do cristão; pontuaremos aspectos de uma vida controlada pelo Espírito, e concluiremos falando sobre os propósitos da frutificação espiritual no viver do crente salvo.
I - DEFINIÇÃO DA PALAVRA “FRUTO”
O termo fruto no Novo Testamento é a tradução do original “karpos”, que tanto pode significar “o fruto”, quanto “dar fruto”, “frutificar” ou ser “frutífero” (Mt 12.33; 13.23; At 14.17). Na Bíblia, também é empregado em sentido figurado para indicar o resultado de algo, por exemplo: o produto do ventre e dos animais (Dt 28.11); o caráter do justo (Sl 1.30; Pv 11.30); a índole do ímpio e as atitudes dos homens (Pv 1.29-32; Jr 32.19); a mentira (Os 10.13); a santificação (Rm 6.22); a justiça (Fp 1.11), o arrependimento (Lc 3.8) etc. Para que o fruto seja gerado, é necessário que haja uma relação de interdependência entre o tronco e seus ramos (ARRINGTON; STRONSTAD, 2003, p. 15)
II - O FRUTO DO ESPÍRITO E O CARÁTER CRISTÃO
O fruto do Espírito é especificado nas Escrituras como sendo um só, isto diz, este fruto pode ser comparado a uma laranja, que é um fruto com vários gomos. Na epístola aos gálatas o apóstolo Paulo apresenta as evidentes marcas daqueles que experimentam o novo nascimento. Aqueles que se deixam dominar pelo Espírito Santo dão “fruto”. Um conjunto de virtudes (nove ao total) que autenticam a vida daquele que é regenerado: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei”. (Gl 5.22-23). Notemos alguns princípios do fruto do Espírito:
2.1 O princípio das virtudes (Gl 5.22,23). Nove virtudes advindas de um mesmo Espírito. Virtudes indissociáveis que compõe uma unidade essencial nesse fruto. Virtudes que contrastam obrigatoriamente as chamadas “obras da carne”. Não são adornos para sofisticar nossa imagem, são qualidades essenciais que escancaram a relevante ação do Espírito Santo na vida do cristão. O “Fruto do Espírito” é um termo bíblico que engloba nove atributos visíveis de uma vida cristã verdadeira. As Escrituras nos ensinam que não são “frutos” individuais que podemos escolher. Antes, o fruto do Espírito é um só “fruto” com nove partes que caracteriza todos aqueles que verdadeiramente andam no Espírito Santo.
2.2 O princípio da frutificação (Gn 1.11). Notemos que cada planta e árvore devia produzir fruto segundo a sua espécie: “E disse Deus: Produza… árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie” (Gn 1.11). Espécie, no original designa “especificação” ou “ordem”, portanto, a qualidade do fruto aponta para o caráter de sua árvore (Gn 1.12; Mt 7.16-20). Logo, o crente regenerado pelo Espírito Santo deve originar fruto que dignifique e reflita o caráter moral de Cristo, e a frutificação espiritual segue a mesma regra: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mt 3.8). Em João 15.1-16, Jesus enfatizou este princípio esclarecendo aos seus seguidores que, a fim de se desenvolverem espiritualmente, precisavam apresentar abundante fruto para Deus. De que tipo de fruto Jesus estava falando? A resposta encontra-se em Gálatas 5.22.
2.3 O princípio das atitudes (Mt 7.15-20). No sentido bíblico, o fruto está associado com nossas atitudes. O fruto do Espírito deve estar sempre de acordo com os ensinos de Cristo (Lc 6.43-49), para que possamos estar sempre como uma vara ligada em Cristo para que possamos dar muitos frutos (Jo 15. 2-5). Através do Fruto do Espírito Santo, estas virtudes se manifestam na vida do crente e este é cheio do Espírito Santo (Ef 5.18). Fruto do Espírito constitui-se em expressões do caráter de Cristo em nossas vidas, pois nos torna mais parecidos com o nosso mestre, restaurando o homem à imagem de Cristo (Rm 8.29, Cl 3.10). O fruto do Espírito é uma manifestação física da vida transformada de um cristão.
2.4 O princípio da santificação (Jo 15.3). O Fruto do Espírito Santo produz santificação e ajuda o crente a ser mais submisso ao senhorio do Senhor, através de uma limpeza pela palavra, o que conduzirá o homem à santificação (Jo 17.17), apresentando a verdade (Jo 8.32, 36), tornando o salvo um eterno discípulo de nosso Senhor (Jo 8.31), o que ajudará o crente a dominar a sua velha natureza (2Co 5.17; Gl 5.16-17). O que culminará em uma santificação de dentro para fora, ou seja, do espírito, alma e corpo, ensinando-nos o que é realmente andar no espírito (Gl 5.16), manifestando assim a verdadeira santidade. A manifestação do fruto do Espírito Santo diz respeito à nossa santificação. (separação do pecado e consagração a Deus), e, é através da manifestação do fruto do Espírito Santo que a maturidade espiritual torna-se perceptível.
III - A VIDA CONTROLADA PELO ESPÍRITO
Na Bíblia, em João 15.1,2 Jesus se expressou assim: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.” Ele usou a metáfora da videira para comunicar a necessidade de um relacionamento vital entre ele e o crente a fim de que haja a produção do fruto Espírito Santo. Esta é a maneira que evidencia que somos discípulos de Cristo. (Mt 7.16; 5.13-16) É através do fruto do Espírito Santo que Deus é glorificado em nossa vida, e assim muitos são abençoadas através de nosso bom testemunho (Jo 15.8). O fruto do Espírito desenvolve no crente um caráter semelhante ao de Cristo, que reflete a imagem de sua pessoa e a natureza santa de Deus. Notemos o que acontece com uma vida controlada pelo Espírito Santo:
3.1 Uma vida frutífera. Quando o crente não se submete ao Espírito Santo, cede aos desejos da natureza pecaminosa. Mas, ao permitir que Ele controle sua vida, torna-se um solo fértil, onde o fruto é produzido. Mediante o Espírito, conseguimos vencer os desejos da carne e viver uma vida frutífera. Para mostrar o quanto é acentuado o contraste entre as obras da carne e o fruto do Espírito, o escritor aos Gálatas alistou-os no mesmo capítulo (Gl 5). Desde que o Espírito Santo dirija e influencie o crente, o fruto se manifestará naturalmente nele (Rm 8.5-10). Da mesma maneira acontece ao ímpio, cuja natureza pecaminosa é quem o governa e a Palavra de Deus é absoluta ao declarar que: “os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5.21b). Estas obras da carne são características dos que vivem em pecado (Rm 7.20).
3.2 Uma vida com maturidade e equilíbrio. A Palavra de Deus afirma que o crente é recompensado ao dar toda a liberdade ao Espírito Santo para produzir, em seu interior, as qualidades de Cristo. O capítulo 1 de 2 Pedro trata da necessidade de o crente desenvolver as dimensões espirituais da vida cristã. Com este crescimento, vem a maturidade e a estabilidade fundamentais para uma vida vitoriosa sobre a natureza velha e pecaminosa do homem (2Pe 1.10b.11).
3.3. Uma vida com os dons espirituais junto ao o fruto do Espírito. Os dons espirituais e o fruto do Espírito devem caminhar juntos para que a Igreja seja plenamente edificada e o nome do Senhor, glorificado (Ef 2.10). Uma árvore é identificada e conhecida mediante os seus frutos (Lc 6.44). Portanto, só viremos a aferir a espiritualidade de um crente através de suas obras realizadas mediante o fruto do Espírito e não apenas por seus dons espirituais (1Tm 5.25). Os dons estão relacionados ao que fazemos para Deus, enquanto que o fruto está relacionado ao que Deus, através do Espírito Santo, realiza em nós, moldando-nos o caráter de acordo com a entrega do nosso inteiro ser a Ele, e de conformidade com as demandas de sua Palavra (Mt 5.16).
IV – O FRUTO DO ESPÍRITO E O TESTEMUNHO CRISTÃO
O fruto do Espírito aparece quando deixamos Jesus Cristo agir em nossas vidas (Gl 2.20; At 17.28). Através do Fruto do Espírito Santo o caráter de Cristo é novamente formado no homem. O pecado afetou consideravelmente imagem de Deus em nós levando-nos a produzir as obras da carne. (Ef 2.2,3; Gl 5.19-21). Entretanto através do novo nascimento, Cristo é novamente formado em nós e assim somos transformados constantemente de glória em glória, crescendo na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. (2Co 3.17,18).
4.1 O fruto é o resultado da presença do Espírito Santo na vida do Cristão. A Bíblia deixa bem claro que todos recebem o Espírito Santo no momento em que acreditam em Jesus Cristo (Rm 8.9; 1Co 12.13; Ef 1.13-14). Um dos propósitos principais do Espírito Santo ao entrar na vida de um Cristão é transformar aquela vida. É a tarefa do Espírito Santo conformar-nos à imagem de Cristo, fazendo-nos mais e mais como Ele. Os frutos do Espírito Santo estão em direto contraste com as obras da natureza pecaminosa (Gl 5.19-21).
4.2 A pessoa é identificada pelo seu fruto. Em Mateus 7.15-23, deparamo-nos com declarações notáveis, proferidas pelo Mestre, acerca da importância do caráter. Assim como nós, os falsos profetas são reconhecidos pelo tipo de fruto que produzem (Mt 7.16-19). Jesus acrescentou que algumas pessoas fariam muitas maravilhas, expulsariam demônios em seu nome, porém, Ele jamais as conheceria (Mt 7.22,23). Como é possível? A resposta é encontrada em 2 Tessalonicenses 2.9. Este trecho bíblico comprova ser possível Satanás imitar milagres e dons do Espírito. Contudo, o fruto do Espírito é a marca daqueles que possuem comunhão com o Senhor (Mt 7.17,18; 1Jo 4.8), e jamais poderá ser imitado
V - OS PROPÓSITOS DA FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL
A Bíblia fala de diferentes níveis de frutificação: o fruto (Jo 15.2a); mais fruto (Jo 15.2b); muito fruto (Jo 15.5,8) e o fruto permanente (Jo 15.16). Todos nós que já possuímos uma aliança com Deus fomos designados para darmos o fruto do Espírito Santo a fim de que sejamos espirituais e não mais carnais. O caminho para a frutificação é ser sensível à voz do Espírito Santo em nosso interior. Vejamos quais os propósitos da frutificação espiritual na vida do crente salvo:
5.1 Expressar o caráter de Cristo. Todo fruto revela sua árvore de origem (Gn 1.11), e da mesma maneira, como membros do corpo de Cristo, devemos refletir naturalmente o seu caráter para que o mundo o veja em nós. Quando as pessoas tomam conhecimento de nossa confissão cristã, podemos vir a ser a única “bíblia” que muitas delas “lerão”. O fruto do Espírito mostra que somos pessoas diferentes em todo o nosso padrão de vida, tais como: modo de viver, agir, pensar, etc. O fruto do Espírito dá resultado de uma transformação total de vida (Fp 4.8,9; Mt 12.33; Rm 12.2).
5.2 Evidenciar o discipulado. Jesus ensinou que devemos dar “muito fruto” a fim de confirmarmos que somos seus discípulos (Jo 15.8). Ele ressaltou que todo discípulo bem instruído será como o seu mestre (Lc 6.40). Isto significa que não é o bastante aceitar Jesus. Ele deseja que produzamos muito fruto. Se assim fizermos, estaremos demonstrando que verdadeiramente somos seus discípulos. A manifestação do fruto abençoa os ímpios que nos cercam e também os crentes que veem a evidência do fruto espiritual em nós, pois o fruto do Espírito é o resultado de uma vida abundante em Cristo. Quando permitimos que a imagem dEle seja refletida em nós, as pessoas glorificam a Deus (Mt 5.16).
CONCLUSÃO
Se entregarmos todo o controle de nossa vida ao Espírito Santo, Ele, infalivelmente, vai produzir o seu fruto em nós através de uma ação contínua e abundante. Como cristão, tudo que concerne ao caráter santificado, ou seja, a nossa semelhança com Cristo, é obra do Santo Espírito “até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.19).
REFERÊNCIAS
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
VINE, W.E et al. Dicionário Vine. CPAD.
ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD
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