sábado, 26 de novembro de 2016

Dr. Russel Shedd é chamado para o descanso eterno com Deus


Notícia triste está manhã. Passou a estar com o Senhor o Dr. Russel Shedd, sem dúvida um dos maiores teólogos do mundo contemporâneo. Deixará um grande legado no campo acadêmico teológico, com tantas obras magníficas que fora publicadas. Seu exemplo de vida ficará marcado por virtudes como servo bom e fiel, simplicidade, piedade, o grande amor pela Palavra de Deus. Foi sem dúvida um exemplo de dedicação ao evangelho e bom homem de família.

Não tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, mas desde cedo em minha fé, ainda na adolescência tive a felicidade de ser leitor assíduo de seus textos, livros e ouvir algumas de suas palestras. Ja nos deixa uma grande saudades, mas uma certeza que nos conforta é sabermos que em breve nos encontraremos novamente nas mansões celestiais com o Senhor.

Sua morte deixa uma grande lacuna em nosso meio, neste tempo tão difícil que passa a igreja evangélica brasileira, com tantas distorções bíblica e torpeza espiritual. Nos conforta também o fato de que, como disse o Apóstolo Paulo, Dr. Shedd combateu o bom combate, terminou a carreira, guardou a fé e tem reservada para si a coroa da justiça.

Ele deixa a esposa, dona Patrícia Shedd, com quem foi casado por 59 anos, além de 5 filhos (Timothy, Nathanael, Pedro, Helen e Joy), 14 netos (Laura, Kelley, Rebecca, Katherine, Leander, Cayenne, Henry, Jonathan, Michael, Stephanie, Evelyn, Scott, Susan e Katie) e uma bisneta (Izabella).


Deus conforte a família e amigos.

Subsídio para Lição Bíblica EBD (CPAD), Lição 9: "O milagre está em sua casa"

Subsídio produzido pelo departamento de escola dominical da Assembleia de Deus em Recife-PE.


Texto: (2 Rs 4.1-7) 


 INTRODUÇÃO 


 Veremos nesta lição o que motivou o milagre na casa daquela viúva de 2Reis 4, e pontuaremos que Deus sempre age a partir da necessidade humana mostrando seu amor e sua misericórdia. Falaremos dos meios pelos quais o Senhor utiliza-se para prover o socorro necessário no momento da necessidade, e por fim, estudaremos os instrumentos que Deus usa para a realização do milagre e quais os propósitos deste na vida de seus servos. 


 I – O QUE MOTIVOU O MILAGRE 


 Eliseu conhecia o homem em questão e sabia que era reputado por sua piedade. O historiador judeu Flávio Josefo explica que essa mulher era a viúva de Obadias (HAYFORD, 2001, p. 388). Dele se diz que “temia muito ao Senhor” (I Rs 18.3). A expressão “filhos dos profetas” (2Rs 4.1-a), é referente à organização dos que eram profetas verdadeiros, aqueles chamados por Deus, em escolas em Gibeá e Naiote, onde talvez fossem supervisionados por Samuel (1Sm 10.10; 19.20). Em 2Rs 6.1-4 há um relato sobre a edificação de tal escola, e Elias foi o líder desse grupo em particular. De acordo com a lei hebraica, um credor poderia tomar um devedor e seus filhos como servos, mas não deveria tratá-los como escravos (Êx 21.1-11; Lv 25.29-31; Dt 15:1-11; Jr 34.9). Seria uma grande tristeza para essa mulher perder o marido para a morte e os dois filhos para a servidão, mas Deus é aquele que “faz justiça ao órfão e à viúva” (Dt 10.18; Sl 68.5; 146.9) e enviou Eliseu para ajudá-la (WIERSBE, 2010, p. 503). Vejamos: 


1.1 A necessidade humana. As bênçãos de Deus vêm em resposta a uma necessidade humana. O milagre ocorrido na casa da viúva de um dos discípulos dos profetas confirma esse fato (2Rs 4.1-7). O texto expõe a extrema penúria na qual essa pobre mulher havia ficado. Perdera o marido, que havia falecido, e agora corria o risco de perder também os filhos para os credores se não quitasse a dívida. Essa mulher, portanto, necessitava urgentemente que alguma coisa fosse feita para tirá-la daquela situação. A Escritura mostra que o Senhor sempre socorre o necessitado (Sl 12.5; 40.17; 69.33; Is 25.4; Jr 20.13). Devemos apresentar as nossas petições a Deus, pois Ele cuida de nós (Êx 22.22-23; Fp 4.6; 1Pe 5.7). 


1.2 O amor divino. O milagre ocorrido na casa da viúva aconteceu como resposta a uma carência humana, mas não apenas isso: ocorreu também graças à compaixão divina. Não foi apenas por ser pobre que a viúva foi socorrida, nem tampouco por haver sido esposa de um dos discípulos dos profetas (2Rs 4.1). O texto diz que ela “clamou” ao profeta Eliseu (2Rs 4.1). O termo hebraico que traduz essa palavra é “tsaaq”, que possui o sentido de “clamar por ajuda, chorar em voz alta”. O profeta ficou sensibilizado e Deus compadeceu-se daquela mulher sofredora. O Senhor é compassivo, misericordioso e longânimo para com seus servos e servas (Êx 34.6; 2Cr 30.9; Sl 116.5). 


1.3 A misericórdia divina. A Lei de Moisés permitia aos credores levar os filhos dos endividados como escravos para pagar a dívida, mas colocava um limite de seis anos de escravidão e exigia que os sujeitados fossem tratados como trabalhadores dignos (Êx 21.1-6; Lv 25.39-55; Dt 15.12-18). Por este motivo, a viúva não viu outra saída, a não ser clamar pela misericórdia divina. A palavra misericórdia, “hesedh”, no hebraico, aponta para uma característica do caráter de Deus e significa: “benevolência, benignidade, compaixão, bondade, fidelidade, amor e beneficência”. É dessa forma que Deus olha para os necessitados (Sl 12.5). O clamor daquela viúva sensibilizou o coração de Deus, que se moveu para ajudá-la (2Rs 4.1-7). Ninguém recebe um milagre por merecimento, senão, por misericórdia. O Senhor Deus é o nosso defensor, ele mesmo revela ser o refúgio (Sl 14.6; Is 25.4), o socorro (Sl 40.17; 46.1; 70.5; Is 41.14), o libertador (1Sm 2.8; Sl 12.5; 34.6; 113.7; 35.10; cf. Lc 1.52,53) e provedor (Sl 10.14; 68.10; 132.15). 


 II – OS MEIOS PARA O MILAGRE 


Como seres humanos, temos muita dificuldade em valorizar coisas pequenas. Mas esse milagre nos ensina a preciosidade de observar essas coisas (1Co 1.27). Na lógica e na visão humana é a vasilha que enche a botija. Porém aqui as posições estão inversas. É costume primeiro pensar que o pequeno sempre receberá do grande. Todavia, nesse milagre, é o pequeno quem dá a vida, quem é a fonte, é o pequeno que visto como nada é quem se sobressai. Notemos: 


2.1 Um pouco de azeite. Diante do clamor da viúva, o profeta Eliseu perguntou-lhe: “Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite” (2Rs 4.2). Duas coisas precisam ser observadas aqui: Em primeiro lugar, o milagre acontece na esfera familiar: “o que tens em casa”. O lar e a família são importantes para Deus. Em segundo lugar, um pouco pode tornar-se muito se vem com a bênção de Deus. De fato o texto destaca que a porção de azeite da mulher era tão minguada que ela quase esqueceu que o possuía. No entanto, foi esse pouco que o Senhor usou para operar o grande milagre. O que possuímos pode ser bem pouco, mas é suficiente para Deus operar os seus propósitos (1Rs 17.12-16; 2Rs 4.42-44; Mt 14.15-21). 


2.2 Uma fé obediente. A instrução dada pelo profeta Eliseu para solucionar o problema da viúva é bastante reveladora sobre a dinâmica desse milagre (2Rs 4.3-5). Num primeiro momento, o profeta chamou a mulher à ação: “Vai, pede para ti vasos emprestados”. Isso nos mostra que a fé é demonstrada pela ação (Tg 2.17). Jesus também viu a fé do paralítico e dos homens que o conduziram em Cafarnaum (Mc 2.1-12). Em segundo lugar, o milagre deveria acontecer de portas fechadas: “fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos...”, disse o profeta. Como a necessidade da viúva era particular, a provisão também seria privado. Além disso, a ausência de Eliseu demonstrou que o milagre aconteceu apenas pelo poder de Deus e não por causa do profeta (MACARTHUR, 2010, p. 479 – acréscimo nosso). 


2.3 Um milagre tirado daquilo que não é aparente. Uma atitude de fé sempre estará alicerçada na espiritualidade e na sensibilidade (Gl 5.16; Tg 2.18). Essa mulher estava desesperada, com medo de perder seus filhos, por isso, não pôde ver que o pouco azeite daquela botija era a fonte para sanar suas dívidas. O milagre partiu de onde ela menos imaginava, e aconteceu quando ela tirou de onde aparentemente não havia nada, um sinal de que não podemos esperar ter para depois entregar, e isso nos ensina que é do nada que Deus tira o tudo que precisamos (Rm 4.17-b; Hb 11.3). 


 III - OS INSTRUMENTOS DO MILAGRE 


 A lei israelita permitia, como forma de proteção ao credor, que se tomasse os filhos dos devedores, para que trabalhassem até que a dívida fosse paga. Mas em Deuteronômio 15.1-18, há uma ressalva para que isto não fosse feito em tempos de fome ou grandes necessidades (WIERSBE, 2010, p. 503). Pontuemos como Deus atua para o milagre: 


3.1 O instrumento humano. Por várias vezes, no livro de 2 Reis, o profeta Eliseu é chamado de “Homem de Deus” (2 Rs 4.7,9,16; 6.9). Sem dúvida esses textos demonstram que Eliseu era um instrumento de Deus para a operação de milagres. Esse é um fato fartamente demonstrado na Bíblia. Para formar uma nação e através dela revelar seu plano de salvação à humanidade, o Senhor chamou Abraão (Gn 12). Para tirar os israelitas do Egito, Deus usou Moisés (Êx 4.1-17). Para levar a mensagem do Evangelho aos gentios, o Senhor usou a Pedro (At 10 - 11). Deus também chamou a Paulo para ser “um instrumento escolhido” para levar seu nome perante os nobres (At 9.15). Para salvar-nos, Deus humanizou-se na pessoa bendita de Jesus Cristo (Jo 1.1,14,18; Fp 2.1-11). 


3.2 O instrumento divino. Quando uma grande fome assolava Samaria, o profeta Eliseu profetizou abundância de alimentos (2Rs 7.1). O cumprimento dessa profecia parecia pouco provável naqueles dias, a ponto de o capitão, em cujo braço o rei se apoiava, haver ironizado: “Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poder-se-ia fazer isso?” (2Rs 7.2). Mas a profecia cumpriu-se exatamente como Eliseu havia predito (2Rs 7.16-20). O texto põe a Palavra do Senhor como agente causador do milagre. O cronista observa que esses fatos ocorreram “segundo a palavra do Senhor” (2Rs 7.16). O que o Senhor faz, Ele o faz através de sua Palavra (Gn 1.3; Is 55.10,11; Lc 5.4-6; Hb 4.12). IV - OS 


PROPÓSITOS DO MILAGRE 


4.1 Uma resposta ao sofrimento. Todos os milagres realizados por Eliseu deixam bem claro que eles ocorreram em resposta a uma necessidade humana e também ao sofrimento (2Rs 4.1-38; 5.1-19; 6.1-7). O NT mostra-nos que o Senhor Jesus libertava e curava porque se compadecia do sofrimento humano (Lc 13.10-17; Mc 1.40-45). Todos os milagres autênticos são operados por Deus, pois somente Ele é poderoso para realizá-los. Há ocasiões em que Ele interfere diretamente em determinada situação, sem a instrumentalidade humana (Nm 11.18-23; 31-32; Jo 5.1-9). 


4.2 Um consolo nas nossas dificuldades. O fato de sermos cristãos não nos isenta de passarmos por necessidades e tribulações. “...no mundo tereis aflições...” (Jo 16.33). Por isso, Paulo disse: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (2Co 4.8,9 ver 1Co 1.4-a). “E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.” (Êx 20.6). Ver ainda textos como (Nm 20.7-11). 


4.3 Uma maneira de glorificar a Deus. Os milagres, portanto, são uma resposta de Deus ao sofrimento humano. Todavia, eles não se centralizam no homem, mas em Deus. Os milagres narrados nas Escrituras objetivam a glória de Deus. Em nenhum momento, encontramos os profetas buscando chamar a atenção para si através dos milagres que realizavam nem tirar proveitos deles. Quem tentou fazer isso e beneficiar-se de forma indevida foi Geazi, o servo de Eliseu. Entretanto, quando assim procedeu foi severamente punido (2Rs 5.20-27). Em o NT observamos Pedro e Paulo pondo em destaque esse fato e mostrando que Deus, e não os homens, é quem deve ser glorificado (At 3.8,12; 14.14,15). 


 CONCLUSÃO


O milagre da multiplicação do azeite é um testemunho do poder de Deus, que se compadece dos sofredores que o buscam de todo o coração. O foco, portanto, dessa bela história não é a viúva nem tampouco o profeta Eliseu, mas o Senhor que através da instrumentalidade do seu servo abençoa essa pobre mulher. A história faz-nos lembrar um outro feito extraordinário e muito mais relevante do que esse: a multiplicação dos peixes e pães por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele foi, é e sempre será a resposta consoladora a todo sofrimento humano. 


REFERÊNCIAS:  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. BARNETT, T. Há um milagre em sua casa. CPAD. ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. CPAD. VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD. 



Departamento da EBD da IEADPE

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

E Asafe quase caiu




SALMO 73:1-28

"Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória"

Asafe era diretor de música nos dias de Davi e Salomão. Crente no Senhor, compôs 12 hinos que passaram a fazer parte dos Salmos. Da sua experiência com o Senhor, podia dizer "com efeito, Deus é bom" (v.1). Porém, durante uma fase de sua caminhada com o Senhor, enfrentou uma crise espiritual muito grande, a ponto de declarar "quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos" (v.2). Como Asafe, você pode estar vivendo momentos de dúvidas e quem sabe até tenha pensado em se afastar dos caminhos do Senhor. Vendo o que levou esse levita à beira do precipício e como ele saiu de sua crise espiritual, você descobrirá que mesmo em meio a lutas, vale a pena servir ao Senhor.

Comecemos com os motivos que quase levaram Asafe à descrença.

I. ASAFE OLHOU PARA O HOMEM

O erro de Asafe foi deixar de olhar para o Senhor para analisar o que acontecia com as pessoas à sua volta. Ao fixar os olhos na experiência dos homens, tirou conclusões que o levaram para muito perto da apostasia.

1. Asafe invejou os descrentes, (v.3-12)

O próprio Asafe confessa que "invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos" (v.3). O que ele viu nos seus dias é a mesma coisa que você vê ao reparar no estilo de vida dos descrentes de hoje. Os descrentes viviam sem preocupações com doenças, "o seu corpo é sadio e nédio" (v.4). Além disso, "não são afligidos" (v.5). A conseqüência dessa vida despreocupada é "a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto" (v.6). Chegam a blasfemar, "contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra" (v.9). Asafe também notou que os descrentes geralmente são pessoas populares. Quanto mais ímpios forem, mais "o seu povo se volta para eles e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos" (v.10). Ao invés de serem castigados, os descrentes, estão "sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas" (v.12). Isso deixava Asafe arrasado.

Mas então, ele volta sua atenção para os crentes. E o que ele percebeu, não o fez sentir-se melhor.

2. Asafe lamentou a sorte dos crentes (v.13-14)

Olhando para si mesmo, ele concluiu tristemente que "inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência" (v.13). A sua avaliação era de que a santidade não compensava, pois apesar de manter-se fiel "de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado" (v.14). Talvez você tenha chegado à mesma conclusão de Asafe, de que enquanto os descrentes prosperam no mundo, os crentes vivem uma vida de aflição. Quem sabe você concorda que quanto mais se consagra, mais dificuldades enfrenta.

Antes de prosseguir, gostaria de dizer que você e Asafe não estão sozinhos. Cada um em seu tempo, tanto Jó, Davi, Isaías, Jeremias, Habacuque, Paulo como muitos outros observaram que poucos ricos serviam a Deus e no entanto pareciam prosperar cada vez mais. Enquanto que os crentes eram, nas palavras de Paulo, a "escória do mundo". Cada uma dessas pessoas reagiram a seu modo diante disso. A reação de Asafe quase o levou para longe da fé. E a sua? Qual a sua reação diante da prosperidade dos descrentes e do seu sofrimento?

II. ASAFE TORNOU-SE AMARGURADO

A reação de Asafe, como dissemos, quase o levou para fora do arraial da fé. Ele se tornou um crente amargurado com o que via à sua volta e dentro de si.

1. Não conseguia compreender, (v.16)

Primeiro, ele não conseguia compreender como as pessoas descrentes viviam melhores que os crentes. Nas suas palavras, "em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim"(v.16). Quanto mais pensava sobre o assunto, mais angustiado ficava. Como poderia um Deus justo deixar impune o perverso e diariamente submeter os crentes a uma disciplina rígida? Isso não entrava na cabeça de Asafe.

2. Não conseguia falar (v.15)

Como um líder na congregação, Asafe não podia compartilhar suas dúvidas com seus companheiros, pois poderia semear a dúvida em seus corações. Aquilo que esmagava o seu coração não podia ser divido com outros, que poderiam desviar-se. Asafe até pensava em se abrir com alguém, mas então pensava que isso seria trair a fé de seus irmãos. Dizia ele, "se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos" (v.15). É bom destacar que a atitude de Asafe foi louvável, pois visava poupar a fé de irmãos mais fracos. Porém, ao se calar, foi cada vez mais consumido pela dúvida.

3. Não conseguia aceitar (v.21-22)

Asafe não conseguia aceitar em seu coração essa situação. A amargura invadiu a sua alma. Mais tarde ele descreveria a sua situação nas seguintes palavras "quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença" (v.21-22). Você já veio alguma vez ao culto e de tão angustiado não conseguiu sentir a presença de Deus? Ao invés de prestar atenção ao que era ministrado, ficava remoendo sua situação? Então você entende como Asafe se sentia. Ele estava se tornando insensível às coisas de Deus.

Mas então aconteceu algo que o tirou da situação em que se encontrava. Preste atenção, pois é isso que precisa acontecer com você, para que todas as dúvidas se dissipem e você possa se regozijar na presença de Deus.

III. ASAFE ENTROU NA PRESENÇA DE DEUS

Até quando durou a crise espiritual de Asafe? Ele nos responde: "até que entrei no santuário de Deus" (v.17). Como ministro do louvor, é certo que ele estava sempre no templo. Porém, dessa vez, ele realmente se colocou diante de Deus. Ao invés de ficar olhando para o estilo de vida dos ímpios, olhou para o Senhor. Ao invés de procurar uma explicação racional para seu sofrimento dentro de si, voltou sua atenção para o seu Deus, e então as coisas se desanuviaram. Não é comparando a vida do descrente com a vida do crente que você encontrará as explicações que procura, mas colocando-se aos pés do Senhor, para aprender de Suas palavras.

1. Compreendeu o fim dos descrentes, (v.17-20; 27)

Após entrar no santuário, Asafe disse "atinei com o fim deles" (.v17), referindo-se aos descrentes. Até então, Asafe tinha reparado apenas na situação presente dos ímpios, mas agora o Senhor lhe mostrava o fim deles. Aparentemente seguros, na verdade os ímpios viviam sob um perigo mortal, pois "Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição" (v.18). Deus não os deixará impunes em sua iniquidade, mas "ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror!" (v.19). Embora a sua prosperidade pareça nunca acabar "como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles" (v.20). Deus não esqueceu nem relevou a maldade dos ímpios, mas os está reservando para o dia do juízo, quando então terão a retribuição de sua maldade. Asafe comprendeu então que a longanimidade do Senhor não deve ser confundida com injustiça, pois "os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo" (v.27)

2. Descobriu a segurança dos crentes, (v.23-26; 28)

Porém, a maior descoberta de Asafe não foi saber como os ímpios acabam, mas como os justos permanecem para sempre. Ele lembrou-se de algo que só o crente pode dizer: "todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita" (v.23). Em meio ao sofrimento, o crente não está sozinho nem desamparado. Na estrada íngrime da fé, só o crente pode dizer "Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória" (.24). Ao pensar nessas verdades, Asafe só podia exclamar "quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra" (v.25). Ah! meu irmão, Deus te basta! O Senhor te é suficiente! Se você tem Deus no céu e se deleita dele na terra, então nem a maior prosperidade dos ímpios nem o maior sofrimento irá te tirar a alegria da salvação! O segredo que Asafe descobriu é que "ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre" (v.26).

O que é melhor, possuir todas as riquezas do mundo ou viver na presença de Deus? Depois de encontrar-se com Deus no santuário, Asafe não teve mais dúvidas: "quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos" (v.28). Você trocaria uma vida na presença de Deus e uma eternidade na glória por prosperidade material na terra e uma eternidade no inferno? Tenho certeza que não, logo, não há motivo para você duvidar da bondade de Deus e menos ainda para invejar a sorte dos que seguem a maldade.

CONCLUSÃO

Agora eu preciso falar de uma coisa muito séria. O que Asafe fez foi muito grave, pois quase o mergulhou na descrença. Mas foi ainda mais grave porque colocou em dúvida a bondade e a justiça de Deus. Se você, como ele, pensava que Deus agia de forma errada ao permitir que os ímpios prosperassem enquanto os crentes eram afligidos, também pecou contra o Pai. Por isso, precisa pedir perdão ao Senhor. Faça isso agora. E na mesma oração, confesse a Deus que Ele é teu socorro no céu e alegria na terra, e que tendo Ele em sua vida, nada lhe fará falta. Oremos a Deus.
Soli Deo Gloria
Sermão preparado para ser entregue na Igreja O Brasil para Cristo em Medianeira.


 Fonte: Cinco Solas

A evangelização das crianças

or Eliseu Antonio Gomes

O "Ide" de Jesus alcança as crianças.

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" 
- Marcos 16.15.

Deus, nosso Salvador, deseja que todas as pessoas sejam salvas e alcancem o pleno conhecimento da verdade, inclusive quer a salvação das crianças (1 Timóteo 2.3b,4; Mateus 18.12-14).

A grande comissão dada por Jesus também inclui as crianças. Assim sendo, anunciar o Evangelho para elas é uma necessidade urgente, pois precisam ser evangelizadas, discipuladas, e apascentadas com todo respeito e amor, para que tenham um encontro pessoal com Cristo.

A infância é o período em que o coração e a mente estão mais predispostos à influência do Evangelho. Uma criança ganha para Cristo representa uma alma salva e uma vida no serviço do Mestre; é uma vida toda que pode ser dedicada ao Reino dos Céus. Na Palavra de Deus temos o exemplo de Timóteo, que aprendeu as Sagradas Escrituras ainda na infância e quando jovem tornou-se um pastor, obreiro fiel (2 Timóteo 1.5).

Erroneamente, muitos quando leem essa ordenança pensam somente nos adultos. Entretanto, o Ide de Jesus também é para os pequeninos.

A criança como símbolo espiritual exemplar.

Além da atitude bondosa de Jesus para com elas, o que desejava ensinar baseado na comparação que fez entre os verdadeiros súditos do Reino dos Céus e os pequeninos?

A criança antes de ser atingida pelo orgulho, pela maldade e pela ambição pessoal mundana, é dotada de uma alma humilde e de uma fé simples. Então, é símbolo dos humildes e dos crentes fiéis em contraste com as pessoas orgulhosas, violentas e arrogantes.

Quem é o maior no Reino dos Céus? O maior no Reino de Deus é a pessoa que não tem espírito orgulhoso, não possui ambição egoísta. São aqueles cujo espírito é semelhante ao de uma criança; aqueles que têm fé simples e inabalável e se apresentam a Cristo sem medo e ostentação.

Apesar de serem fracas e indefesas, as crianças simbolizam com propriedade o povo simples que usualmente recebe a mensagem do Evangelho sem oferecer resistência, ao contrário de pessoas que tiveram nascimento nobre, são instruídas e sábias aos próprios olhos, que geralmente buscam justificativas para não levar a sério as declarações e advertências do Senhor.

As crianças são pecadoras?

O profeta Isaías, no capítulo 8 e versículos 15 e 16,  fala a respeito da criança desprezar o mal e acolher o bem. Mas qual seria essa fase da vida? Com certeza, ao chegar nesta etapa da consciência. elas podem e devem receber a Cristo como Salvador.

Todos os seres humanos já nascem com uma natureza pecaminosa, estado que é chamado de pecado original (Romanos 3.23). Porém, durante um tempo a criança não possui condições para discernir entre o bem e o mal, período em que não existe condenação para o pecado praticado, pois não há discernimento entre o que é certo e errado.

Não é possível apontar uma idade específica para a necessidade da criança receber a Cristo em seu coração. Tal carência depende do seu desenvolvimento mental. Cada criança é única, é preciso observar seu comportamento para apresentar o plano da salvação no momento correto.
A criança é apta a receber Jesus. 

A evangelização das crianças é uma necessidade urgente.

Jesus amou as crianças e dedicou em seu ministério um tempo para estar com elas, abençoando-as (Mateus 18.2, 3). É impressionante a ternura de Cristo em relação a elas. O Mestre apresentou preciosas lições, tomando-as como exemplo a ser seguido por seus discípulos.

O interesse de Jesus pelas crianças, como pessoas e objetos do amor de Deus, foi transmitido para a Igreja Primitiva, fazendo uma diferença permanente na atitude dos cristãos.

O dever dos pais cristãos.  

Toda criança é observadora. Por este motivo, para que os pais sejam bem-sucedidos na obrigação de "instruir o filho no caminho que ele deve andar" (Provérbios 22.6), implica em os pais andarem pelo mesmo caminho. A criança aprende rapidamente o que é transmitido, porém, mais com as atitudes que vê do que por meio das palavras.

Como podemos constatar através dos Evangelhos, Cristo se interessa profundamente pela salvação das crianças, ainda nos dias atuais o Senhor anseia recebê-las, amá-las e abençoá-las e ver o seu crescimento espiritual (Marcos 10. 13-14). Jesus chama a si os pequeninos, portanto, os pais cristãos devem ensinar seus filhos a respeito de Deus (Deuteronômio 6.6-7; Salmos 78.3-8).

A Bíblia apresenta algumas razões pelas quais devemos evangelizar as crianças;

1. É mandamento bíblico (Deuteronômio 4.9, 10; 6.6, 7; Provérbios 22.6);
2. Jesus deu o exemplo (Mateus 18.2; Marcos 9.36, 37);
3. Todos pecaram, inclusive as crianças. Ações iradas, obstinadas, de inveja, de desobediência e mentira fazem parte da natureza humana desde a infância (Salmos 58.3; Romanos 3.23);
4. Os infanto-juvenis têm alma imortal (Ezequiel 18.4);
5. A Bíblia esclarece que uma criança pode ser salva (Mateus 18.6);
6. Jesus recebeu perfeito louvor da boca dos pequeninos (Mateus 21.16).

O mandato "fazei discípulos" (Mateus 28.19) inclui especificamente o ensino. Temos que notar que o ensino proposto e claramente definido é "guardar (obedecer) todas as coisas" que Jesus ordenou. Em outras palavras, o ensinamento de Cristo está designado para produzir informação e transformação.

Conclusão.


Em que pese às demandas atuais da vida famíliar cristã, o que os pais cristãos têm feito pela educação religiosa dos seus filhos? Educar uma criança não é uma tarefa fácil, todavia, é extremamente recompensadora. Esta grande responsabilidade concedida por Deus aos pais, é dada porque Ele sabe que os pais têm capacidade de cumpri-la plenamente.

Então, que os pais usem o tempo de convivência com seus filhos para toná-los cidadãos civilizados, bem informados e dispostos a receber seus direitos e cumprir seus deveres. Se, em primeiro lugar, a fé cristã for ensinada e vivenciada no lar, certamente, será possível aos filhos peregrinarem pelo caminho da retidão espiritual. Desta forma, fundamentarão seus passos fazendo uso do ensino cristão e construirão o futuro alicerçados solidamente na Palavra de Deus.

E.A.G.

Compilação:
Lições Bíblicas. Família Cristã - Eu e minha casa serviremos ao Senhor; Mestre; Eliezer Lira e Silva. Lição 6: A Criança e a Família, página 39. 2º trimestre 2004; Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD).
Lições Bíblicas. O Desafio da Evangelização: obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura - Professor - Claudionor de Andrade, páginas 63-66; 3º trimestre de 2016, Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD). 


 Fonte: Blog Belverede

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Subsídio Para Lição Bíblica (CPAD). "Rute, Deus trabalha pela Família" - Lição 8

INTRODUÇÃO

Na aula de hoje nos voltaremos para a história de uma mulher, Rute. Essa, juntamente com sua nora Noemi, aprenderam a desfrutar da graça de Deus, mesmo diante das crises. Inicialmente, mostraremos como o Senhor protege a família, mesmo quando essa enfrenta adversidades. E ao final, apontaremos a direção bíblica para se enfrentar as situações difíceis, e o mais importante, a aprender a depender de Deus, mesmo que as circunstâncias não sejam favoráveis. 


 1. TENTANDO FUGIR DAS CRISES 


As crises nos desafiam, e não poucas vezes, nos conduzem ao desânimo. Durante os tempos dos juízes, ficamos atordoados, e corremos o risco de agir como nos tempos dos juízes de Israel: “cada qual fazia o que achava mais correto” (Jz. 17.6). Rute viveu nesse período, marcado por escassez e injustiças. A família de Elimeleque deixou Belém, que seria a “casa de pão”, para habitar em Moabe, na tentativa de fugir da crise. Seus filhos se casaram com mulheres moabitas, Malon se casou com Rute, e Quiliom, com Orfa. 

É importante ressaltar que era proibido um israelita se casar com mulheres estrangeiras (Dt. 7.1.-11; Ne. 13.1-3; Ed. 9.1-4). A tentativa de encontrar dias melhores se mostrou frustrada, considerando que Elimeleque e seus filhos morreram naquela terra. Noemi, ao saber que a escassez de comida havia findado em Belém, decidiu retornar para casa. Diante daquela situação, decidiu racionalizar sua opção, solicitando as suas noras que não a seguisse (Rt. 1.8, 11,12). Orfa, convencida pelos argumentos de Noemi, resolveu retornar para sua terra, enquanto que Rute, em um ato de confiança em Deus, seguiu sua sogra (Rt. 2.12). A declaração de fé de Rute, que se encontra em Rt. 1.16,17, é uma das mais tocantes das Escrituras. Noemi se deixou abater pelas crises, quis até mesmo trocar o seu nome para amargura (Rt. 1.21). Quando racionalizamos nossas circunstâncias diante das crises, tendemos a agir do mesmo modo. Com Rute somos desafiados a crer no improvável, e às vezes, no impossível, e saber que Deus está no comando das situações. 

 2. APRENDENDO A DEPENDER DE DEUS 

Deus está interessado no desenvolvimento do nosso caráter, muito mais do que na nossa prosperidade material. Não é fácil viver pela fé em um modo que se torna cada vez mais dependente do visível. Por outro lado, isso não quer dizer que devemos nos deixar vencer pelo marasmo. Rute confiava em Deus, mas foi diligente ao decidir ir a colheita. A iniciativa de Rute oportunizou seu encontro com Boaz, o parente remidor (Rt. 2.1,3). É importante saber que enquanto estamos trabalhando Deus está conosco (Mc. 16.20), em nós (Fp. 2.12) e por nós (Rm. 8.28). Rute aprendeu a desfrutar da graça de Deus, a começar pelo fato de ela ser estrangeira (Rt. 2.2). 

A graça de Deus foi manifestada em Boaz, como demonstração de que o Senhor usa pessoas para agraciar. Deus trabalhou naquelas circunstâncias para que tudo ocorresse conforme sua soberana vontade. Ele conduziu Rute aos campos de Boaz, e oportunizou aquele encontro. O cristão, diferentemente das pessoas do mundo, é chamado a ter esperança em Deus. A própria Noemi, que inicialmente se mostrou desanimada diante da situação, foi abençoada por meio da fé de Rute (Rt. 2.19,20). Boaz tornou-se uma benção para a vida daquela família, por ser um parente remidor, alguém que poderia salvá-la da pobreza (Lv. 25.25-34). Não podemos perder a esperança, ainda que tudo o mais se mostre fora de propósito, e que nada faça qualquer sentido (Rm. 15.13).

 3. DEUS SEMPRE DÁ UMA SOLUÇÃO 

A Bíblia revela um Deus de providência, que não nos abandona diante das crises. Na verdade, podemos descansar na certeza de que Jesus é nosso Parente Remidor (Jo. 8.36). Ele derramou seu precioso sangue para remissão dos nossos pecados, ainda que não sejamos merecedores de tamanha graça (Rm. 5.8). A vida de Rute foi transformada depois que ela teve um encontro com Boaz. De igual modo, nossas vidas são modificadas quando nos deixamos guiar pelo Espírito Santo, e ouvimos as palavras de Cristo. A descendência de Boaz e Rute teve implicações para a história da salvação. Eles se tornaram bisavôs de Davi, e por sua vez, compuseram a arvore genealógica do Messias. Deus trabalha nas situações, os seus propósitos podem não ser compreendidos, pois Ele sabe o que está fazendo. 

Os caminhos de Deus são misteriosos, nem sempre podem ser explicados pela razão. Mesmo o dogmatismo religioso é desconstruído pela graça maravilhosa de Deus. Rute, sendo uma estrangeira, entrou na genealogia de Cristo, que era judeu. Em relação à família, devemos aprender, com a narrativa do Livro de Rute, que essa deve permanecer alicerçada na graça. Nenhuma família na terra pode pensar que é perfeita, estamos todos caminhando rumo à glorificação. Até que esse dia chegue, nossas famílias devem estar fundamentadas no favor imerecido de Cristo. Esse deve ser a base dos relacionamentos familiares. Uma família onde a graça não é uma realidade, é uma família desgraçada. 


 CONCLUSÃO 

Deus está trabalhando pelas famílias, também devemos fazer o mesmo. Cientes, no entanto, que nossas famílias não são perfeitas. Elas precisam ser conduzidas com graça e amor, dependendo sempre de Deus, e não das circunstâncias. Com Rute, devemos aprender que Deus está no comando das situações, e que tudo Ele fará para que estejamos no centro da Sua vontade. As crises não devem pautar nossas vidas, mas a provisão de Deus, que é sempre para o nosso bem, ainda que não O compreendamos. 


 BIBLIOGRAFIA 

CABRAL, E. O Deus de toda provisão. Rio de Janeiro: CPAD, 2016. WIERSBE, W. Be commited: Ruth and Esther. Colorado Springs: David Cook, 2008.



 Fonte: Subsídio EBD

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Esperar em Deus



Por C. P. Hia


Leia Salmo 62: 1-8

Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança. —Salmo 62:5

Cha Sa-soon, uma coreana de 69 anos, finalmente recebeu sua carteira de motorista após três anos tentando ser aprovada no exame teórico. Essa senhora queria a carteira para poder levar seus netos ao zoológico.

Ela foi persistente naquilo que normalmente seria obtido com maior rapidez. Quando queremos algo e não conseguimos tê-lo, geralmente reclamamos e exigimos.

Em outros momentos, desistimos e caminhamos em frente se aquilo que queremos não pode ser rapidamente satisfeito. “Espere” é uma palavra que detestamos ouvir! Entretanto, muitas vezes a Bíblia nos afirma que Deus quer que esperemos nele, pelo Seu tempo.

Esperar em Deus significa olhar para Ele pacientemente para obter o que precisamos. Davi reconheceu o motivo pelo qual precisava esperar no Senhor. Primeiro, sua salvação veio do Senhor (Salmo 62:1). Ele aprendeu que ninguém mais podia libertá-lo. Sua única esperança estava em Deus (v.5), pois somente

Ele ouve nossas orações (v.8). Nossas orações frequentemente giram em torno de pedir a Deus que se apresse e abençoe o que queremos fazer. E se Deus simplesmente nos responde: “Seja paciente. Espere em mim”?

Podemos orar como Davi: “De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando” (Salmo 5:3). Podemos confiar em Sua resposta, mesmo que não venha no momento que esperamos.

Toda oração deveria finalizar com “Seja feita a Sua vontade.”



Fonte: Pão Diário

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Amor no Olhar de Cristo Jesus

Pedro nega a Jesus
Por Matias Borba 

"Lc. 22. 66, "E virando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe tinha dita: Antes que o galo cante, me negarás três vezes." 


O ser humano e alguém precipitado, Seja por medo, coação, por não conter o mal da língua que queima para destilar sentenças, sejam por si mesmo. Temos a tendência de julgar, condenar aqueles que se comportam de maneira diferente da nossa. 


Certamente você já ouviu várias pessoas condenarem o discípulo Pedro por ele ter negado a Jesus; negado aquele com o qual aprendeu e foi amigo durante três anos. Alguns irão mais além, ao firmam que Pedro era covarde, mal caráter, falso e não valia o valor do pior dos homens. Em geral, raramente paramos para analisar o que se passou na mente e coração de Pedro, nos perguntamos o que levou Pedro a agir daquela maneira? Será que ele foi mesmo apenas e tão covarde? E você, nos, naquelas circunstâncias não agiríamos da mesma forma. Analisemos alguns fatos para tentarmos entender melhor o que aconteceu ali. 



Neste mesmo capítulo 22 de Lucas, no versículo 54 lemos, "...E Pedro o seguia de longe." Mas porquê? Se ele era discípulo de Jesus e amigo dele? A época em que Pedro vivia era uma época totalmente diferente da que estamos hoje. O coração das pessoas era tão endurecidos que, por coisas pequenas, como, por exemplo, pecados que a lei não condenava à morte ou ao apedrejamento, as pessoas simplesmente davam-lhe esta sentença de morte. Quando não, apedrejavam o indivíduo ou o excluíam do contexto social. Pedro sabia que ao ser reconhecido como seguidor de Jesus ele certamente seria cruelmente espancado e condenado à morte, pois naquele momento, para os sacerdotes, Cristo era um criminoso qualquer. 


Precisamos entender que, quando Jesus estava aqui nesta terra a maior parte das pessoas viviam radicalmente debaixo da do jugo da lei e que, também por isso, não entendiam quem de fato era Jesus, inclusive Pedro. Para Pedro Jesus era o filho de Deus enviado a terra, mas Pedro ainda não entendia isso em um grau de revelação maior, pois além de estar em uma época de corações duros, ele não tinha, como nós, o Espírito Santo para o convencer do pecado, da justiça e do mundo. Mas, podemo-nos perguntar: precisava negar de forma tão covarde e até praguejar? Quando lemos em Mt. 26. 74 "Então começou ele (Pedro) a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem..." precisamos entender que Pedro foi tomado pelo susto e por um medo que talvez nunca havia sentido antes. Para ele ninguém jamais o reconheceria ali, mas seu sotaque o denunciou. 

E claro prezado leitor que que não estou aqui fazendo uma apologia ao erro, ao fato de Pedro ter negado o Mestre, mas tentando mostrar que o que aconteceu com Pedro foi algo tão “comum” ao contexto humano daquela época que poderia ter acontecido com qualquer um de nós. Pedro podia ver nos olhares das pessoas o ódio que tinha de Jesus. Quando foi acusado de seguir o Mestre, ele passa a negá-lo de forma vexatório
. Sempre que ouço algumas pregações no meio evangélico onde o condenar Pedro está acima da compaixão e compreensão, me vêm à mente muitas vezes o fato de que, se fosse um de nós, eu, você, sem termos a noção exata de quem era de fato Jesus, como iríamos proceder? Será que não agiríamos da mesma forma? 

A igreja contemporânea por vezes esquece de ser a igreja da misericórdia, da compreensão da natureza caída que ainda está em nós; esquece da nova chance necessária as pessoas que erraram, mas que arrependeram-se e precisam de oportunidades para seguirem em frente no caminhar da vida no evangelho. A igreja (nos, o povo de Deus) precisa ser sempre o hospital onde as pessoas venham e encontrem, não um olhar de desprezo ou condenatório, mas a mão estendida para erguer o caído, para ser curado e limpo através da oração da fé. Hoje temos o Espírito Santo morando em nós, nos guiando pelo caminho do evangelho e, mesmo assim, estamos sujeitos a errarmos contra o Senhor. Isso nos leva a refletir que há dois mil anos, com os olhos vendados pelo jugo imposto pelo jugo da lei, certamente muitos de nós agiríamos da mesma forma que Pedro. 

O OLHAR DE CRISTO É DIFERENTE! A atitude de Jesus ao olhar para Pedro foi a mais simples e profunda que qualquer ser humano poderia esperar. No versículo 61 lemos: " E virando-se o Senhor, olhou para Pedro..." Naquele momento certamente houve um princípio de tumulto no local, pois havia uma grande multidão esperando o desfecho do caso e Jesus, sabendo que tratava-se de Pedro, ouvia a multidão tentando denunciá-lo como um de seus seguidores. Após Pedro negar a Cristo, o Mestre olha para ele com um olhar não condenatório, mas de compaixão, mostrando a Pedro que o homem e falho, peca, cai e precisa do auxílio de Cristo em toda e qualquer circunstância de vida. Se fôssemos resumir em palavras aquele olhar de Jesus para Pedro, creio que as palavras seriam as que mais Cristo Jesus usa para o ser humano arrependido: "Pedro, sem meu amor sua vida não tem sentido. Eu te perdoo, vai em paz!” 

Se você, cristão ou não e que cometeu algum erro que afeta sua vida diariamente e o faz padecer com um sentimento de culpa infindável, saiba que seja qual for o erro Deus o perdoa. Ele lhe dar uma nova chance, uma nova oportunidade de vida. Creia, Jesus não veio a este mundo para te condenar, mas para lhe salvar da perdição eterna. Esteja você em qualquer situação, acredite: Cristo Jesus e diferente de qualquer pessoa que o condenou até agora. Ele muda sua vida e te faz uma nova pessoa; lhe dá direito a vida eterna. Tudo o que você precisa fazer é crer neste perdão e aceitar este perdão. Jesus Cristo não veio para nos condenar, mas para nos perdoar através de sua morte na cruz do calvário. 



Em Cristo, que na cruz nos reconciliou com Deus,

Matias Borba

O sofrimento e o consolo

"Quando menos esperamos, o sofrimento bate à nossa porta, entra sem pedir licença e se instala em nossa casa". 

Por Osmar Ludovico

Quando menos esperamos, o sofrimento bate à nossa porta, entra sem pedir licença e se instala em nossa casa. É uma visita incômoda, inoportuna e dolorosa. E ele se manifesta de muitas maneiras: na perda de um ente querido; no conflito que gera ruptura na família; na violência gratuita que nos vitima na rua; no filho que faz escolhas erradas; no diagnóstico da moléstia incurável; no acidente grava; no desemprego; na experiência de traição ou humilhação… Muitas são as formas, mas o sentimento comum a todas é: sofrimento 

 Lamentavelmente, a Igreja contemporânea, com seu exagerado triunfalismo, prega que o mal já está vencido. Por isso, o crente precisa ter uma vida próspera, vitoriosa e sem sofrimento. Uma das abordagens pós-modernas da fé cristã ensina que quem está sofrendo fez algo errado. Ou encontra-se em pecado e sob o domínio de Satanás, ou não crê nem confia em Deus a ponto de contribuir financeiramente ou, então, está na igreja errada. É um Evangelho de ofertas, que nega a dor e a perda. Um Evangelho que que desconhece que a Igreja de Jesus Cristo foi gerada, no primeiro século, com perseguição e sofrimento – e que esta Igreja continua sofrendo em várias regiões do mundo por causa do nome do Senhor. 

 Diante do sofrimento, perguntamo-nos, perplexos: “Como pode um justo sofrer nas mãos de um Deus que diz que é bom?” O sofrimento é um mistério. Não podemos explicar como pode um justo sofrer diante de um Senhor que é bom e que tem tudo sob seu controle. Sabemos, no entanto, que o Deus das Escrituras é pai de Jesus Cristo – o Deus encarnado que sofreu conosco e sofreu por nós. Por isso, ele nos compreende e caminha conosco nas nossas dores e angústias, consolando-nos e enxugando as nossas lágrimas. Um dia, nos encontraremos com ele e, como Tomé, tocaremos nas cicatrizes de seu amor por nós. Só mesmo um Deus ferido pela tragédia humana poderia nos curar e nos salvar. 

 Acompanhamos José na sua biografia relatada no Gênesis e nos compadecemos de todos seus infortúnios: primeiro, o ódio de seus irmãos, que o lançaram em um poço e, para livrarem-se dele, venderam-no como escravo. Depois, foi vitima da armação de uma mulher casada que, inconformada por ser rejeitada pelo rapaz hebreu, fez o marido jogá-lo no cárcere. Mesmo assim, a Bíblia não registra reclamações ou atos de rebeldia por parte de José. Do abandono e humilhação, tornou-se um ministro poderoso do Egito. Quando uma grande fome assola Israel e seus irmãos vêm ao Egito buscar comida, é José que os recebe no palácio real. Ele os tem em suas mãos para julgá-los ou despedi-los de mãos vazias; em vez disso, ele chora e se dá a conhecer a eles. Os irmãos temem uma vingança, mas José os perdoa, dizendo que não foram eles que lhe fizeram tudo aquilo, mas Deus que, em sua providência, transformou o aparente mal em sofrera em bem para todos. 

 No livro de Jó, Satanás se apresenta perante Deus e diz que ninguém o ama desinteressadamente. Na ótica diabólica, se o Senhor fizesse cessar as bênçãos sobre a vida de Jó, este se voltaria contra ele. Deus, então, dá permissão para o diabo oprimir a Jó, que perde tudo que tinha, vê a morte dos filhos e, por fim, adoece gravemente. Mesmo diante da incompreensão da própria mulher e do consolo ineficiente de seus amigos, Jó diz: “Eu sei que o meu Redentor vive, por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, não outros; de saudade me desfalece o coração dentro em mim”. Em meio à suas dores, sem entender o que lhe acontecia, Jó se entrega ao seu Senhor, expressa seu desejo e amor por ele e, cheio de esperança, sabe que o mal vai passar. Depois de tudo, quando o sofrimento cessa, ele conclui: “Eu te conhecia só de ouvir; agora meus olhos te veem.” 

 Em meio à humanidade que sofre, descobrimos que não somos os únicos, e que o sofrimento é parte integrante da nossa experiência existencial. Sabemos, no entanto, que o sofrimento, a maldade, a violência, a mentira, o ódio e a morte têm prazo de validade; eles são efêmeros e passageiros. A ressurreição de Jesus Cristo é o registro, no meio da História, de como será o final dessa mesma História. Ele nos assegura que somos parte de um projeto eterno, e que viveremos nossa humanidade de forma plena, sem sofrimento ou morte. Assim, para aqueles que buscam e praticam o bem, a eternidade já começou, pois o bem é eterno e o mal, passageiro. 

 O sofrimento nos mobiliza de tal maneira que não percebemos que ele sempre vem acompanhado. Uma companhia discreta, mas presente. A santa, bendita e doce presença do Espírito Santo, também chamado de Consolador. 

 Fonte: Cristianismo Hoje

Revista do 1º Trimestre de 2017 Para Escola Dominical (CPAD)

Nos últimos meses, os assuntos abordados nas lições bíblicas de jovens e adultos em nossa Escola Dominical tem sido de muita relevância para o ensino bíblico nas igrejas e em grupos de estudos. 

No 1 trimestre de 2017 o assunto abordado certamente produzira bons frutos na igreja do Senhor. 

O tema do trimestre vem com o título: “As Obras da Carne e o Fruto do Espirito – como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente". 

O comentarista do trimestre e o Pastor Osiel Gomes, e as lições dominicais são:







Sumário:

Lição 1 - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito
Lição 2 - O Propósito do Fruto do Espírito
Lição 3 - O Perigo das Obras da Carne
Lição 4 - Alegria, Fruto do Espírito; Inveja, Hábito da Velha Natureza
Lição 5 - Paz de Deus: Antídoto contra as Inimizades
Lição 6 - Paciência: Evitando as Dissensões
Lição 7 - Benignidade: um Escudo Protetor contra as Porfias
Lição 8 - A Bondade que Confere Vida
Lição 9 - Fidelidade, Firmes na Fé
Lição 10 - Mansidão: Torna o Crente Apto para Evitar Pelejas
Lição 11 - Vivendo de Forma Moderada
Lição 12 - Quem Ama Cumpre plenamente a Lei Divina
Lição 13 - Uma Vida de Frutificação